domingo, 2 de outubro de 2011

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Você

Não se preocupe, querida. Você tem a você, e se tiver controle sobre si mesma, melhor ainda. Não podemos culpabilizar o que não se compreende, mas sim o que se reproduz. Um branco não pode falar o que é sofrer preconceitos de quem tem pele escura, justamente por não ser negro - e vice-versa - mas também não se pode dizer o que é melhor ser. Você não sabe, e além de tudo, tudo é relativo.

Não se preocupe, querida. Você tem alguém para batalhar, com duas pernas, dois braços, quilos e quilos. Imagine se tiver mais pares de corpos para sustentar... O seu trabalho socialmente produzido tem um preço, e é bem caro - eu que o diga. Ele é totalmente humilhado, desvalorizado, exaustivo, que adoece. Para no final do mês, sobrar moedinhas que não servem para cervejinhas e afins. (Ok, tirando uma pequena possibilidade de ganhar na loteria, ou casando com alguém rico - com que pretensão aí é com vocês).

Não se preocupre, querida. Quando adoecer, é você quem vai sentir a dor. Aqueles incômodos chatos no corpo - até que merecia uma massagem agora - pode até diminuir com mãos maravilhosas; aquele resfriado chato para caralho que pega um tobogã no seu nariz. As pessoas não te curam, pelo contrário. Ou te matam de amor, ou esgotam sua quantidade de risos, ou paciência. Acabam com sua tristeza ou felicidade, seja o que for; conseguem inventar coisas!

Não se preocupe, querida. Quando começar a ficar insana, só você saberá suas verdades. Seus sonhos, seu mundo, sua realidade, fantasias, suas mímicas, sua poesia - e minhas palavras.

Está entendendo? Deve-se amar a si própria e muito, porque você é você e mais ninguém. Ama-se ou vá...

Então é por isso que é tão difícil confiar assim nas pessoas - e eu particularmente, desacreditei-me delas.

Thamiris de Oliveira 02/10/11

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fresquinha e deformada

Minha plantinha

Preciso de paz,
estímulos confiantes e ativos
para meus brinquedos escritos
poderem brincar;
sem que deite de lado
e torne à descançar

Aqui em casa ainda não tem
algo que me prende.
Para poder cultivá-la com
devido respeito.
Mas dá trabalho;
as raízes crescem
e não há nada para ser minha
sombra

Preciso de frutas
quero sabores dentro e
fora de mim.
Assim, de passagem,
caindo, nascendo
(des)gostos em
mim

Saborear-me-ia? Ou faria de mim
brincadeira de guerrinha
jogada num corpo e caída no chão?

Para poder plantar,
também devo jogar minha semente
junto a um cultivo
de infinitos risos,
criatividade,
paz

Thamiris de Oliveira 26/09/11

domingo, 25 de setembro de 2011

Troca-troca

Adoro trocas literárias, ou então apenas presentes. Sobretudo, quando escrevem para mim com sua própria letra - que acho uma arte encantadora, que tento sentir um pedaço de quem escreveu.

Uma de minhas prefiridas. Simples, e que gosto.

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Procura-se uma boa costureira de mãos hábeis e dóceis. Não precisa de anos de experiência, mas que somente aguente minhas bagagens.

Seu serviço deve ser amplo, encantador e criativo à base de muita paciência, relevando ataques histéricos de sua cliente (que além do mais, não é uma má pessoa).

Procura-se alguém que saiba enfeitar minha vida, que emende minha felicidade, corte as dores, que alinhe os desníveis, que desfie meus desejos, alfinete-me com paixão e deixe muito bem costurado o amor.

Thamiris de Oliveira 28/10/09

Vambora

Aqui com juras

Doa-se: olhares, carinho e atenção.
Ganhe abraços e beijos intermináveis.
Tudo isso em um ser humano só

Localiza-se em um lugar agradável,
talvez fechado, um pouco medroso e misterioso,
mas não tem problema,
ele tem conserto

Mas permite-se apenas uma troca:
a troca de olhares, carinho e atenção,
uma parceria,
um amor

Thamiris de Oliveira 23/03/09

Tunél do tempo

Caraca, 2008 haha.

Pequena menina

Uma menininha sonhadora
quer dispertar sua mocidade,
mas não sabe por onde começar

Ela se achou tão diferente, e é só mais um ser diferente.
Simples, desconhecidamente carinhosa e amorosamente adormecida

É fragil como uma joaninha,
mas talvez não tão bela quanto as flores;
sua cabeça age conforme um pássaro,
livre sem nenhum obstáculo para sonhar;
um coração como uma formiga,
sempre duvidando de sua força

E ela não precisa de um foguete para sentir-se nas nuvens,
nem próxima ao sol para o amor nutrir sua vida.
Diante de tanta burrice, ela só não qur viver um amor à fugas

Inocentemente, mandou uma carta sem destinatário
esperando a resposta do amor desconhecido...

Thamiris de Oliveira 23/09/08

Sequela...

Nóó, que sequela.. Fui escrever algo em relação a Laissez-faire e viajei, haha. Ás vezes penso muito rápido e não dá pra escrever tudo.
Mas mantenho do jeito que está.
Deixai fazer...

Laissez-faire

Para o meu acordar
a livre vontade do sono despertar

Durante o dia,
utopias sambando em sintonia
com ideologias dentro de uma mochila

No meu programa de transição
preciso de ativistas para meu corpo,
vanguardas no sexo;
a massa está presente em toda minha vontade;
proletários que ajudem a construir minha riqueza,
para também saber usufruí-la

Na vida,
camaradas de amizade,
militando confiança,
carinho, admiração, tesão.
Ajudando a levantar nossas bandeiras
gritadas, apedrejadas
de querer amar e (se) libertar

Por mim,
por você,
por elas, eles.
Nosso abraço coletivo

Deixai fazer na minha (des)organização

Thamiris de Oliveira 24/09/11

Acabei modificando hahahaha

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rabiscos...

Pensamento sem tempo

Cansei. Estou cansada de enxergar - pouco ou muito - e não ser vista pelo que os olhos não podem ver. Não quero mais ser capturada por aquilo que me sobressai fisicamente; por meu querer ser alguém.

Não entendo o não dispertar da mais desinteressada à mais vadia, e principalmente, estimular intelectos que se juntem aos meus, camaradamente, confiantemente, para rir ou chorar, que me faça utilizar EMOÇÕES! Que me faça explorar; nunca subjugar a mim e quaisquer. Que para a ação ter reação, eu funciono com a emoção, (principalmente) minha ou sua, mas que se não tiver, continuar-me-ei uma estátua voltada a esses olhos que não conseguem (me) ver.

O que faço?

Não tenho tempo para gozar da vida. E no escandaloso tic-tac que me poem insônia - acordada ou dormindo - esses ecos de confusão não me deixam pensar; e quando enfim, um pensamento se sobressai, ele só caminha pràqueles com olhos que não me vêem.

Gostaria muito de saber o problema comigo, mas talvez ele seja tão simples que procuro tanto e talvez nao esteja em mim: a falta de amor nas pessoas. Misturado na falta de tempo.

Tempo de amar, pensar e crescer.

Thamiris de Oliveira 12/09/11