Ela briga
"Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meus sonhos sem dizer adeus".
terça-feira, 6 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Boas vindas.
terça-feira, 16 de março de 2010
Geografia
Fui um alvo para desconhecidos caminhos. Perdendo-me na sua natureza, sem bússula, sem defesa.
Caminhei pr`além do desconhecido, esfomeada de dúvidas; de fomes subconscientes e sedes transbordadas.
Andei por curvas e vales, avistando as belezas nuas e cruas, assim como são, nas variadas chuvas d`agua ou tardes ensolaradas retirando meu suor.
Fiz amizades com aves e vez em quando polsavam em mim. Nenhuma sozinha. Só acompanhada e faminta; e eu insensata acabando com meus víveres.
Perdurei em noites frias e caladas, com ecos selvagens acordados me deixando cada vez mais aflita.
Avistei de longe montanhas pontiagudas, sendo por dias, felicidade de minha conquista. Com perfumes das flores embriagantes, me deitei. E na continuação da rota, caí. Rolando em espinhos fantasmas, desaparecendo de minha visão.
Até que em cima de um rio, pendurei-me nos cipós dos fios de seus cabelos, vendo-me pendurada e machucada sob espelhos turvos e enganadores - não sabendo o grau real da sua profundidade. E sem forças, me entreguei à correnteza refrescante e fluídica.
Depois veio uma correnteza leve e constante. Fui levada à uma caverna submersa, com aranhas tecendo meu céu ensolarado de medos, angústias, curiosidade com picadas de pequenas dores.
E sendo o último lugar visitado, parece que me juntei à jorradas das águas da cachoeira. Frias, cortantes e sem controle de queda nos meus olhos.
E os alimentos de lá, sintonizavam o paladar de minha língua, beijando-me de nutrientes para me alimentar, deixando aftas para não conseguir mais prová-los. Eu não aguentei a sua acidez.
No desespero, mas já em brisas de calmaria, fui atrás de um vagalume, podendo-me mostrar um pouco de amor. Segui-o e não mais avistei. Procurei-o de novo, e estava morto. Fiquei triste, pois queria voltar para casa com algum companheirinho.
Tardou à escurecer, e fiquei parada, talvez esperando um resgade. Vendo minhas lágrimas reluzirem, quis saber donde vinha o brilho. Olhei para o céu e sorri para as luzes de amor; umas cadentes, outras fixas - próximas ou distantes - relembradas no meu pulsador de saudades. Mas que me deram luz e me ajudaram a voltar para casa.
Fui um alvo para desconhecidos caminhos. Perdendo-me na sua natureza, sem bússula, sem defesa.
Caminhei pr`além do desconhecido, esfomeada de dúvidas; de fomes subconscientes e sedes transbordadas.
Andei por curvas e vales, avistando as belezas nuas e cruas, assim como são, nas variadas chuvas d`agua ou tardes ensolaradas retirando meu suor.
Fiz amizades com aves e vez em quando polsavam em mim. Nenhuma sozinha. Só acompanhada e faminta; e eu insensata acabando com meus víveres.
Perdurei em noites frias e caladas, com ecos selvagens acordados me deixando cada vez mais aflita.
Avistei de longe montanhas pontiagudas, sendo por dias, felicidade de minha conquista. Com perfumes das flores embriagantes, me deitei. E na continuação da rota, caí. Rolando em espinhos fantasmas, desaparecendo de minha visão.
Até que em cima de um rio, pendurei-me nos cipós dos fios de seus cabelos, vendo-me pendurada e machucada sob espelhos turvos e enganadores - não sabendo o grau real da sua profundidade. E sem forças, me entreguei à correnteza refrescante e fluídica.
Depois veio uma correnteza leve e constante. Fui levada à uma caverna submersa, com aranhas tecendo meu céu ensolarado de medos, angústias, curiosidade com picadas de pequenas dores.
E sendo o último lugar visitado, parece que me juntei à jorradas das águas da cachoeira. Frias, cortantes e sem controle de queda nos meus olhos.
E os alimentos de lá, sintonizavam o paladar de minha língua, beijando-me de nutrientes para me alimentar, deixando aftas para não conseguir mais prová-los. Eu não aguentei a sua acidez.
No desespero, mas já em brisas de calmaria, fui atrás de um vagalume, podendo-me mostrar um pouco de amor. Segui-o e não mais avistei. Procurei-o de novo, e estava morto. Fiquei triste, pois queria voltar para casa com algum companheirinho.
Tardou à escurecer, e fiquei parada, talvez esperando um resgade. Vendo minhas lágrimas reluzirem, quis saber donde vinha o brilho. Olhei para o céu e sorri para as luzes de amor; umas cadentes, outras fixas - próximas ou distantes - relembradas no meu pulsador de saudades. Mas que me deram luz e me ajudaram a voltar para casa.
terça-feira, 9 de março de 2010
Indiferenças diferentes
Tenho momentos revoltosos da vida, em que ignoro totalmente as pessoas, ou super tento - obviamente as que são insuportáveis; aproveito quando existe o álcool e consigo ser no mínimo discreta para mostrar o pequeno incómodo/chateação/tédio e afins, que se tornou para mim, uma gracinha antipática e impaciente, ou não; fico um poço de irritação.
Comecei a ser fria para me proteger; gostar bastante das pessoas não é legal e pior ainda quando se confia na besta e nada é recíproco. Hoje em dia eu acho necessário. Não dá para ficar numa mesa de bar, ou numa conversa saudável com um ou mais elementos CHATOS. Porra, odeio gente chata, de verdade. O pior é quando não percebem que estão falando merda. Já quando acontece de eu não agradar alguém eu saio, não falo nada.. Só não incomodo, caraleo. É a minha indiferença pessoal para um.
Mas tem uma outra indiferença, talvez a pior de todas.Essa eu diria ser a indiferença ao colectivo e nocivo.
É engraçado ver homens apaixonados por suas amadas e não terem motivos para lutar algo contra o machismo, a favor aos direitos trabalhistas tão sofridos e apertados, uma ascensão, uma igualdade, e uma possível ajuda dentro de casa, né.
Indivíduos que não abdicam de seus pré-conceitos para não verem e deixarem a felicidade fluir alheia. E tudo fica mais fácil com a cultura, religião, fora o modo de produção capitalista (não vou procurar me estender em relação a isso porque senão eu.. Eu me revolto e não é o momento agora.Mas um dia eu explico, como o MPC não vive sem racismo).
Aos racistas, queria olhos que não vissem cor.
Aos homofóbicos, que não amem e sejam amados.
Aos xenófobos, que não lembrem de seus países.
Tá, tá.. Todo mundo sabe que educação não quer dizer simpatia (vide eu), consentimento, respeito, solidariedade e etc. Mas acredito que é através dela que os pré-conceitos são combatidos e eliminados mais eficazmente, e que abrem portas ao mundo (interprete como quiser).
Essa indiferença colectiva inibe a felicidade. Inibe um sucesso no trabalho. Inibe amar. E para finalizar minha fala, vai aí, que super se enquadra.
O Analfabeto Político
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe,
da farinha, da renda de casa,
dos sapatos, dos remédios,
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e enche o peito de ar
dizendo que odeia a política.
Não sabe, o idiota,
que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
corrupto e lacaio das empresas
nacionais e multinacionais."
Bertold Brecht
Comecei a ser fria para me proteger; gostar bastante das pessoas não é legal e pior ainda quando se confia na besta e nada é recíproco. Hoje em dia eu acho necessário. Não dá para ficar numa mesa de bar, ou numa conversa saudável com um ou mais elementos CHATOS. Porra, odeio gente chata, de verdade. O pior é quando não percebem que estão falando merda. Já quando acontece de eu não agradar alguém eu saio, não falo nada.. Só não incomodo, caraleo. É a minha indiferença pessoal para um.
Mas tem uma outra indiferença, talvez a pior de todas.Essa eu diria ser a indiferença ao colectivo e nocivo.
É engraçado ver homens apaixonados por suas amadas e não terem motivos para lutar algo contra o machismo, a favor aos direitos trabalhistas tão sofridos e apertados, uma ascensão, uma igualdade, e uma possível ajuda dentro de casa, né.
Indivíduos que não abdicam de seus pré-conceitos para não verem e deixarem a felicidade fluir alheia. E tudo fica mais fácil com a cultura, religião, fora o modo de produção capitalista (não vou procurar me estender em relação a isso porque senão eu.. Eu me revolto e não é o momento agora.Mas um dia eu explico, como o MPC não vive sem racismo).
Aos racistas, queria olhos que não vissem cor.
Aos homofóbicos, que não amem e sejam amados.
Aos xenófobos, que não lembrem de seus países.
Tá, tá.. Todo mundo sabe que educação não quer dizer simpatia (vide eu), consentimento, respeito, solidariedade e etc. Mas acredito que é através dela que os pré-conceitos são combatidos e eliminados mais eficazmente, e que abrem portas ao mundo (interprete como quiser).
Essa indiferença colectiva inibe a felicidade. Inibe um sucesso no trabalho. Inibe amar. E para finalizar minha fala, vai aí, que super se enquadra.
O Analfabeto Político
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe,
da farinha, da renda de casa,
dos sapatos, dos remédios,
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e enche o peito de ar
dizendo que odeia a política.
Não sabe, o idiota,
que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
corrupto e lacaio das empresas
nacionais e multinacionais."
Bertold Brecht
quarta-feira, 3 de março de 2010
Fica a dica, colega.
Gente, Eduardo Galeano é tudo. Só li a introdução e super gostei. O livro é "Veias abertas da América Latina".
Um jornalista crítico e quase que romantico nas palavras, mostra os problemas da América Latina. Depois ponho uma frases legais aí, porque o maluco é bom.
"O desenvolvimento desenvolve a desigualdade"
Beijos.
Um jornalista crítico e quase que romantico nas palavras, mostra os problemas da América Latina. Depois ponho uma frases legais aí, porque o maluco é bom.
"O desenvolvimento desenvolve a desigualdade"
Beijos.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Começando...
Nossa senhora, estou perdida aqui, não sei mexer em nada. Enfim...
Bom, queria uma forma de ampliar minha escrita. Acho fantástico quando uma pessoa se identifica na escrita de outrem. Vamos ver né.. É.. Criei o blog.
Beijos, espero que gostem.
Vai aí uma mais ou menos recente.
Neurose
Peço por favor:
Seque minhas lágrimas;
Emagreça minhas aflições;
Acalme meu estresse;
Responda minhas dúvidas;
Que nunca ande sozinha com a solidão;
Alegre minha tristeza;
Que dê vontade ao meu riso;
Que desligue meu sistema exaurido;
Que assuste o medo para não mais voltar;
Planeje minha (feli)cidade;
Floresça o que é desertificado.
Peço para você:
Dar-me você
Thamiris de Oliveira. 25/12/09
Bom, queria uma forma de ampliar minha escrita. Acho fantástico quando uma pessoa se identifica na escrita de outrem. Vamos ver né.. É.. Criei o blog.
Beijos, espero que gostem.
Vai aí uma mais ou menos recente.
Neurose
Peço por favor:
Seque minhas lágrimas;
Emagreça minhas aflições;
Acalme meu estresse;
Responda minhas dúvidas;
Que nunca ande sozinha com a solidão;
Alegre minha tristeza;
Que dê vontade ao meu riso;
Que desligue meu sistema exaurido;
Que assuste o medo para não mais voltar;
Planeje minha (feli)cidade;
Floresça o que é desertificado.
Peço para você:
Dar-me você
Thamiris de Oliveira. 25/12/09
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