domingo, 12 de dezembro de 2010

Minha Flor, Meu Bebê

Cazuza

Composição: Cazuza / Dé / Bebel Gilberto

Dizem que tô louco
Por te querer assim
Por pedir tão pouco
E me dar por feliz
Em perder noites de sono
Só pra te ver dormir
E me fingir de burro
Pra você sobressair

Dizem que tô louco
Que você manda em mim
Mas não me convencem, não
Que seja tão ruim
Que prazer mais egoísta
O de cuidar de um outro ser
Mesmo se dando mais
Do que se tem pra receber
E é por isso que eu te chamo
Minha flor, meu bebê

Dizem que tô louco
E falam pro meu bem
Os meus amigos todos
Será que eles não entendem
Que quem ama nesta vida
Às vezes ama sem querer
Que a dor no fundo esconde
Uma pontinha de prazer
E é por isso que eu te chamo
Minha flor, meu bebê

sábado, 11 de dezembro de 2010

.

Medieval

Cazuza

Composição: Cazuza / Rogério Meanda


Você me pede
Pra ser mais moderno
Que culpa que eu tenho
É só você que eu quero

Às vezes eu amo
E construo castelos
Às vezes eu amo tanto
Que tiro férias
E embarco num tour pro inferno

Será que eu sou medieval?
Baby, eu me acho um cara tão atual
Na moda da nova Idade Média
Na mídia da novidade média

Olha pra mim, me dê a mão
Depois um beijo
Em homenagem a toda
Distância e desejo
Mora em mim
Que eu deixo as portas sempre abertas
Onde ninguém vai te atirar
As mãos vazias nem pedras

Eu acredito nas besteiras
Que eu leio no jornal
Eu acredito no meu lado
Português, sentimental
Eu acredito em paixão e moinhos lindos
Mas a minha vida sempre brinca comigo
De porre em porre, vai me desmentindo

Será que eu sou medieval?
Baby, eu me acho um cara tão atual
Na moda da nova Idade Média
Na mídia da novidade média

sábado, 4 de dezembro de 2010

Pseudo Blues

Pseudo Blues

Marina Lima
Composição: Nico Rezende/Jorge Salomão

Dentro de cada um
Tem mais mistérios do que pensa o outro
Uma louca paixão avassala a alma o mais que pode
O certo é incerto, o incerto é uma estrada reta
De vez em quando acerto, depois tropeço no meio da linha

Tem essa mágica
O dia nasce todo dia
Resta uma dúvida
O sol só vem de vez em quando
O certo é incerto, o incerto é uma estrada reta
De vez em quando acerto
Depois tropeço no meio da linha

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

4

Lanternas vermelhas

Luzem-me a direção
em meu quarto branco sem vida.
Jorra-te esse vermelho
que quero mais vida.
De dor, de amor, de prazer

Lanterna vermelha,
queima-me com teu fogo,
e me acorde para a vida
tão rápida e mexida

Faça que seu fogo
perto de minha boca
inale luzes para dentro
de mim

Na verdade não sabendo
se ja tem luz de mais ou de menos.
Acenda essa lanterna,
de novembro a novembro
com seu vermelho
de vida


Thamiris de Oliveira 27/11/10

3

Cinza e marrom

Meu quarto exala suas cores
sucumbido de veneno bebido
chegando a mim e me derrubando

Seu cinza me paraliza,
como o sopro que a morte dá,
frio,
cortante,
estagnado.
Que também joga pueira dentro de mim.
E meu coração cada vez mais sem cor,
debilitado,
doente
e frágil

O marrom soma-se
a minha ira.
Como o tronco mais forte
que não se quebra
e que ainda não me quebrou.
Alivia-me como os chocolates
que agora estão no chão
branco e cinza,
frio,
tirando do alimento
sua energia

Presa em cores
sem cor, sem desenhos
com um espelho
que não reflete luzes

E tudo ficou sem cor
escuro comigo
não expondo nada
exceto pelas lágrimas

Parada.
Fria.
Cortante.
Sem alegria

Thamiris de Oliveira 27/11/10

2

Nocivo

Não há mau maior que o consciente.
Presente e insconsciente,
presente

Pensar ou não em agir,
condicional ou não.
Não se sabe responder

Invade-me, me consome.
Esta tolerância de tentar ser normal,
não se conhecendo, ou muito mais

Não sei o que faz me agir.
Um ou outro, ou tudo misturado,
só para piorar,
não sabendo o que vem por aí,
não sabendo de mim

Encarar os fatos com inconsciência,
caindo em desafios de atos impensados.
E seguir,
Machucando os outros
os outros que encontro em mim mesma

Cada característica ruim
Faz-me esquecer e ir muito mais ao bem.
Numa conversa jogada fora
o que vem inacreditavelmente,
é o bem

Tanta moral e preconceitos juntos
não fazem enxergar o que se tem de bom.
E eu, quase comparada a um monstro,
relaxo-me numa simples conversa
de gente simples
tão complexamente não entendida
por simples pessoas
simplismente complicadas

E acalmando-me...

(Não) ao ponto de ver-me toda ruim,
de não poder me aguentar até o fim.
Do dia.
Até que fujo de alguma forma
numa coisa simples e banal.
Triste, e só

Cada um com seu cada qual,
tentando sobreviver

Ainda bem que me salvo na simplicidade,
numa boca, num ouvido,
numa consciência ou não

Sou um monstro sem (com) muitos sentidos
criando políticas nada de sociais
para paliar (meus) desaforos
(do coitado ao mais rico)

Mas me controlo

E esse mau maldito,
que tome consciência de uma vez!

Talvez com coerência,
o bom é carregar esse mau de uma só vez.
Explodindo.
Reagindo,
ou conversando

Não sei como combatê-lo,
só sei
que não consigo
ficar
sangrando.
Assim, intoleravelmente,
na maneira mais burra de se sofrer

E eu sozinha,
somente só
andando por aí

Só penso que viver só
pode ser uma solução
não de todo ruim

E de que culpa tenho eu.
que penso demais ou de menos
nesses sinos de reurose
religiosamente me masacrando

Viver só,
só e com conversar simples
(plurais ou simples)
simples, e só.
Só com muita gente

Só quero dar paz
a quem me fez gente

Thamiris de Oliveria 27/11/10


Vários "5"

15

15 minutos para parar de acordar
15 minutos para acordar
15 minutos para ao ônibus chegar

15 minutos de intervalo

15 minutos até em casa me estacionar
Mais de 15 minutos para tentar relaxar
Um pouquinho mais de 15 dias para amar
5 minutos de dencanço

Thamiris de Oliveira 21/11/10