Colorir
Nem todo recomeço é normal. Alguns são mais apressados ou demorados, mas vêem. Lembrei que a tristeza é árdua. E cumpre seu patente com toda disposição.
Foi em um dia novo para mim, que vi uma menininha triste. Um dia tão inédito não combinava com disabores.
Abraçei-a e apertei tua dor, tentando parar de soluçar a choradeira. Olhei-a de novo e me encantei em teu semblante pueril, jorrado de pureza transparente. Tão límpida, tão bonita. Tão cheia de sentimentos.
Não sei se disse ou somente pensei: "mas o que é isto? Essas lágrimas serão muitas das alegrias deste novo ano!". E encantada com a translucidez, eu colori felicidade em teu rosto.
09/01/10 Thamiris de Oliveira
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Ah...
Ah, que vontade de me expressar, vontade de me fazer entender - para mim - assim, tão direitin, ou nem tanto.
Eu sigo tentando.
Conhecendo-me.
Ah, a música que me faz flutuar...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
E aí?
O que conta não é aquilo que somente se conta, pois no final das contas, o pior ainda pode estar por vir. E aí você me conta do que achou das nossas contas desacertadas e não pagas, mesmo não se tratando de conta nenhuma.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Uns
Uma noite
algumas festas
uma escolha certa.
Uma lua vagarosa,
noite morna,
uns cigarros,
umas bebidas.
Um taxi,
uma carteira mais falida,
uma rua arborizada,
uma casa.
Duas mulheres,
dois corpos machucados.
Um cheiro, um toque, um beijo
para cada uma delas
entrelaçadas de traços e cores.
Thamiris de Oliveira 12/03/12
Uma noite
algumas festas
uma escolha certa.
Uma lua vagarosa,
noite morna,
uns cigarros,
umas bebidas.
Um taxi,
uma carteira mais falida,
uma rua arborizada,
uma casa.
Duas mulheres,
dois corpos machucados.
Um cheiro, um toque, um beijo
para cada uma delas
entrelaçadas de traços e cores.
Thamiris de Oliveira 12/03/12
sábado, 10 de março de 2012
Enfeite ou capricho?
Enfeite (ou capricho)
No teu corpo quero me enfeitar...
Nos teus cabelos ondulados
vou querer boiar,
sendo levada de um lado a outro,
não conhecendo seu temperamento
Na sua altura chego até aos céus.
Com medo de cair e me machucar,
cambaleio numa corda bamba
pernas trêmulas, altura vertiginosa,
nuvens criativamente imaginárias...
E tento me elevar ao seu corpo
não alcançando seu brilho.
Os teus sinais são o que a pintam,
enchendo-a de beleza e charme,
relembrando-me o caminho de teu seio
há tanto esquecido;
sem chave e fechadura,
um coração esquisito,
um desejo inventado.
Mas no meu corpo, quero te enfeitar...
09/03/12
No teu corpo quero me enfeitar...
Nos teus cabelos ondulados
vou querer boiar,
sendo levada de um lado a outro,
não conhecendo seu temperamento
Na sua altura chego até aos céus.
Com medo de cair e me machucar,
cambaleio numa corda bamba
pernas trêmulas, altura vertiginosa,
nuvens criativamente imaginárias...
E tento me elevar ao seu corpo
não alcançando seu brilho.
Os teus sinais são o que a pintam,
enchendo-a de beleza e charme,
relembrando-me o caminho de teu seio
há tanto esquecido;
sem chave e fechadura,
um coração esquisito,
um desejo inventado.
Mas no meu corpo, quero te enfeitar...
09/03/12
domingo, 27 de novembro de 2011
.
Matéria
Não tens a certeza d`alma tirar férias em outtro lugar
mas se sabe que tua vida
pode ser gravada em um papel
Uma memória
relembrada e esquecida
importante ou banal
Podem não me dar importância
mas já que me tornei um papel
satisfaço-me que no fundo:
eu sou uma árvore
e através de um papel:
eu respiro
Thamiris de Oliveira 23/03/09
Não tens a certeza d`alma tirar férias em outtro lugar
mas se sabe que tua vida
pode ser gravada em um papel
Uma memória
relembrada e esquecida
importante ou banal
Podem não me dar importância
mas já que me tornei um papel
satisfaço-me que no fundo:
eu sou uma árvore
e através de um papel:
eu respiro
Thamiris de Oliveira 23/03/09
sábado, 26 de novembro de 2011
Angústia até de não conseguir escrever
Agústia de poetisa
De que adianta ter mãos
e não poder tocar?
Se tenho tantos desejos,
inclusive os seus que perpassaram pelos meus?
De que adianta eu te beijar,
minha boca querer se estender,
e não poder dizer o quanto quero você?
Não preciso de belas palavras e melodias,
pois até com meu silêncio,
do alto eu tive uma boa vista
Meus olhares codificam palavras
que às vezes não conseguem ser lidos
ou conquistar.
Mais uma vez sentidos falhos
De que adianta te olhar
se não consigo te acompanhar?
De que adianta ser generosa
se não sou presenteada?
De que adianta querer ouvir
já que ninguém tem nada para falar?
E pela última chance,
trincada de nada
não tenho sua substância para me viciar da vida
E minha beleza e vaidade continuam físicas
tentando resolver fórmulas
para achar você
Se não compreende nada disso, querida
como pode entender o que escrevo?
Thamiris de Olivira 23/11/11
De que adianta ter mãos
e não poder tocar?
Se tenho tantos desejos,
inclusive os seus que perpassaram pelos meus?
De que adianta eu te beijar,
minha boca querer se estender,
e não poder dizer o quanto quero você?
Não preciso de belas palavras e melodias,
pois até com meu silêncio,
do alto eu tive uma boa vista
Meus olhares codificam palavras
que às vezes não conseguem ser lidos
ou conquistar.
Mais uma vez sentidos falhos
De que adianta te olhar
se não consigo te acompanhar?
De que adianta ser generosa
se não sou presenteada?
De que adianta querer ouvir
já que ninguém tem nada para falar?
E pela última chance,
trincada de nada
não tenho sua substância para me viciar da vida
E minha beleza e vaidade continuam físicas
tentando resolver fórmulas
para achar você
Se não compreende nada disso, querida
como pode entender o que escrevo?
Thamiris de Olivira 23/11/11
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